Depressão

Dra. Joana Carvalho

Dra. Joana Carvalho

Médica de Família

Publicado em 28/02/2024

Muitas vezes ouvimos falar sobre depressão, mas o que realmente significa essa condição? Neste post, vamos explorar todos os aspectos da depressão, de uma maneira que seja fácil de entender, para que você possa se sentir mais informado e empoderado.

Pessoa recebendo terapia de um profissional de saúde mental, em um ambiente acolhedor e seguro

O que é depressão?

A depressão clínica é uma condição médica séria que transcende a tristeza comum, manifestando-se por meio de sintomas profundos e duradouros, afetando significativamente as atividades diárias e a qualidade de vida.

Diferente de momentos de tristeza passageira, a depressão envolve uma complexa interação de fatores, incluindo alterações na química cerebral, genética, mecanismos de enfrentamento pessoal e influências ambientais, tornando-se o distúrbio psiquiátrico mais comum no mundo.

Sintomas comuns da depressão

Os sintomas da depressão podem variar, mas frequentemente incluem:

  • Humor deprimido
  • Perda de prazer ou interesse
  • Alterações no apetite ou peso
  • Distúrbios do sono
  • Cansaço e falta de energia
  • Sentimentos de inutilidade ou culpa
  • Dificuldade de concentração
  • Pensamentos de morte ou suicídio

Quando buscar ajuda médica?

A depressão não tratada pode levar a uma qualidade de vida drasticamente reduzida, risco elevado de suicídio e piores desfechos para condições médicas coexistentes. Além disso, afeta não apenas o indivíduo, mas também aqueles ao seu redor.

Se você ou alguém que você conhece está experienciando sintomas de depressão, é importante buscar ajuda médica. Muitos hesitam devido ao medo do estigma ou da percepção da depressão como uma fraqueza pessoal, mas é importante reconhecer a depressão como uma condição médica que necessita de tratamento.

As opções de tratamento são variadas e podem ser personalizadas para atender às necessidades de cada indivíduo.

Especialidades médicas que tratam a depressão

Psiquiatras e psicólogos são os profissionais qualificados para tratar a depressão, oferecendo terapias e, quando necessário, medicamentos. Médicos de Família e Comunidade também são profissionais qualificados para acompanhar quadro de depressão, buscando apoio multidisciplinar de outros especialistas e encaminhando em casos de necessidade.

Tratamentos para a Depressão

O tratamento da depressão pode incluir terapia cognitivo-comportamental, terapia interpessoal, medicamentos antidepressivos, e mudanças no estilo de vida, como exercícios físicos e dieta balanceada.

Comorbidades e Fatores de Risco

A depressão frequentemente coexiste com outros transtornos psiquiátricos e condições médicas, complicando o diagnóstico e o tratamento. Entre as comorbidades comuns estão transtornos de ansiedade, estresse pós-traumático, uso de substâncias e condições crônicas como diabetes e doenças cardíacas.

O que fazer se não me sentir melhor?

Se você está em tratamento para depressão e não vê melhora, é fundamental conversar com seu médico sobre isso. Pode ser necessário ajustar seu plano de tratamento.

Caso haja presença dos sintomas, recomendamos que o paciente consulte-se com uma das especialidades abaixo:

Com este post, esperamos ter esclarecido suas dúvidas sobre a depressão, seus sintomas, tratamentos disponíveis e a importância de buscar ajuda. Lembre-se, você não está sozinho(a), e com o apoio adequado, é possível superar a depressão.

Se você se sentiu tocado por este post, lembre-se da importância de buscar ajuda profissional. A depressão é uma condição séria, mas tratável, e você merece cuidado e apoio.

Dra. Joana Carvalho

Escrito por Dra. Joana Carvalho

Médica de Família

CRM-BA: 230502

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Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se a um especialista.

Pergunta

Depressão tem cura?

Dra. Sara Lemos

CRM-MG: 48683

A depressão é uma condição tratável, e muitas pessoas experimentam alívio significativo dos sintomas através de tratamentos adequados, que podem incluir terapia, medicação, mudanças no estilo de vida e suporte social. A remissão dos sintomas da depressão pode ser alcançada, e muitas pessoas vivem períodos longos, até mesmo a vida inteira, sem sintomas após o tratamento. No entanto, a depressão pode ser recorrente para alguns indivíduos, exigindo manejo contínuo. Nesse sentido, enquanto a remissão de longo prazo pode ser semelhante a uma "cura" para alguns, outros podem considerá-la mais como uma condição crônica que requer gestão ao longo da vida. Embora a "cura" possa significar diferentes coisas para diferentes pessoas, é importante enfatizar que a depressão é uma condição tratável, e muitos podem alcançar remissão dos sintomas ou uma melhoria significativa em sua qualidade de vida com o tratamento adequado. Se você ou alguém que você conhece está lutando contra a depressão, buscar ajuda profissional é um passo crucial em direção à recuperação.

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Dra. Sara Lemos

Pergunta

Posso ter depressão grávida?

Dra. Sara Lemos

CRM-MG: 48683

Sim, é possível ter depressão durante a gravidez. A depressão gestacional, também conhecida como depressão pré-natal, pode afetar mulheres durante a gravidez, independentemente de terem ou não histórico prévio de depressão. As mudanças hormonais significativas, as alterações no corpo e na imagem corporal, o estresse, e as preocupações com a saúde do bebê e as mudanças de vida que virão com a maternidade podem contribuir para o desenvolvimento da depressão durante a gravidez. Reconhecer e tratar a depressão durante a gravidez é crucial tanto para a saúde da mãe quanto para a do bebê. A depressão não tratada na gravidez pode levar a complicações, como parto prematuro, baixo peso ao nascer, e dificuldades no vínculo entre mãe e filho. Além disso, pode aumentar o risco de a mãe desenvolver depressão pós-parto. Se você está grávida e sentindo sintomas de depressão, é importante não hesitar em buscar ajuda.

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Dra. Sara Lemos

Pergunta

Como saber se meu filho tem depressão?

Dra. Sara Lemos

CRM-MG: 48683

Identificar a depressão em crianças pode ser desafiador, pois elas podem ter dificuldade em expressar seus sentimentos ou podem não entender o que estão sentindo. A depressão em crianças pode manifestar-se de maneiras diferentes das dos adultos, então é importante estar atento a sinais e comportamentos que podem indicar a presença deste transtorno. Aqui estão alguns sinais e sintomas a observar: mudanças no humor ou comportamento; alterações do sono, alterações no apetite ou peso; queixas físicas frequentes como dores de cabeça ou barriga; baixa estima; dificuldade de concentração; falta de energia ou motivação; e pensamentos ou expressões de autolesão ou suicídio. Se você observar alguns desses sinais no seu filho por mais de duas semanas, é crucial procurar a ajuda de um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra infantil. Lembre-se de que é importante abordar esses problemas com sensibilidade e apoio, garantindo à criança que ela não está sozinha e que há ajuda disponível para fazê-la se sentir melhor.

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Dra. Sara Lemos

Pergunta

Quais são os efeitos colaterais mais comuns da sertralina?

Dr. Rodrigo Athanazio

CRM-SP: 122658

Os efeitos colaterais mais comuns da sertralina, um medicamento frequentemente usado para tratar depressão e outros transtornos de ansiedade, incluem náuseas, diarreia ou constipação, tremores, disfunção sexual (como diminuição da libido e dificuldades de ejaculação ou orgasmo), fadiga, insônia ou sonolência, e aumento do suor. É importante notar que nem todos os pacientes experimentam esses efeitos e a intensidade pode variar de paciente para paciente. Outro ponto importante é que os efeitos colaterais tendem a ocorrer, na sua maioria, nas primeiras semanas de uso do remédio e melhorar com o passar do tempo.

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Dr. Rodrigo Athanazio

Pergunta

Existem estudos científicos que comprovem os benefícios do NOFAP, ou é considerado pseudociência?

Dr. Rodrigo Athanazio

CRM-SP: 122658

Até o momento, não há evidências científicas robustas que comprovem os benefícios alegados pelo movimento NOFAP, que preconiza a abstinência de masturbação e pornografia com o objetivo de melhorar a saúde física e mental. A maioria das discussões sobre NOFAP é baseada em relatos pessoais e não em estudos científicos controlados. A pesquisa em sexualidade humana sugere que a masturbação é uma prática sexual normal e saudável. No entanto, a percepção de seus efeitos pode variar amplamente entre indivíduos. Pesquisas adicionais seriam necessárias para explorar qualquer ligação entre a abstinência de masturbação e pornografia e mudanças específicas na saúde e no comportamento.

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Dr. Rodrigo Athanazio

Pergunta

Qual é o intervalo de tempo recomendado para retomar o tratamento com escitalopram após o consumo de álcool?

Dr. Rodrigo Athanazio

CRM-SP: 122658

O consumo de álcool durante o tratamento com escitalopram, que é um medicamento comumente prescrito para transtornos de ansiedade e depressão, não é recomendado devido ao potencial aumento dos efeitos colaterais e diminuição da eficácia do medicamento. No entanto, não há um intervalo de tempo específico recomendado para retomar o medicamento após o consumo de álcool. O ideal é evitar o álcool durante o tratamento e discutir qualquer consumo com seu médico, que poderá fornecer orientações específicas baseadas em sua condição de saúde e histórico médico.

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Dr. Rodrigo Athanazio