Ansiedade

Dra. Sara Lemos

Dra. Sara Lemos

Médica de Família

Publicado em 02/04/2024

A ansiedade é uma reação natural do nosso corpo ao estresse. Mas, quando essa ansiedade se torna constante e intensa, interferindo nas tarefas do dia a dia por um período prolongado, pode ser sinal de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

Pessoa recebendo terapia de um profissional de saúde mental, em um ambiente acolhedor e seguro

Este post oferece uma visão abrangente sobre o que é a ansiedade generalizada, seus sintomas, quando buscar ajuda e as opções de tratamento disponíveis. Vamos explorar juntos maneiras de entender, reconhecer e gerenciar a ansiedade generalizada, abrindo caminho para uma vida mais equilibrada e tranquila.

O que é Ansiedade?

É uma condição de saúde mental caracterizada por preocupação excessiva, tensão e ansiedade sobre muitos aspectos da vida, na maioria dos dias, por pelo menos seis meses. Diferente das preocupações normais, a TAG é intensa, persistente e muitas vezes, sem uma causa específica identificável.

Sintomas comuns da ansiedade

Além da preocupação constante e do sentimento de estar 'à flor da pele', a TAG pode incluir:

  • Dificuldades para dormir
  • Esquecimento e problemas de concentração
  • Fadiga extrema
  • Tensão muscular
  • Dores de estômago ou sensação de aperto no peito

Quando a ansiedade torna-se um problema médico

É crucial buscar ajuda profissional se a ansiedade for mais intensa do que o considerado normal, ou se interferir significativamente na sua capacidade de realizar tarefas diárias.

Autocuidado e Tratamentos

Para gerenciar a ansiedade, algumas medidas de autocuidado podem ser úteis, como:

  • Praticar exercícios físicos regularmente
  • Limitar o consumo de cafeína
  • Adotar práticas de relaxamento como meditação ou yoga
  • Manter uma dieta equilibrada, rica em vegetais, frutas e grãos integrais

Tratamentos eficazes para a TAG incluem psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, e em alguns casos, uma combinação de ambos. É importante conversar com um profissional de saúde mental para encontrar o tratamento mais adequado para você.

Embora existam tratamentos à base de ervas, é fundamental consultar um médico antes de utilizar qualquer um deles, devido à falta de evidências sobre sua eficácia e possíveis riscos à saúde.

Caso haja presença dos sintomas, recomendamos que o paciente consulte-se com uma das especialidades abaixo:

Conviver com a ansiedade generalizada pode ser desafiador, mas com o tratamento e estratégias de manejo adequadas, é possível reduzir significativamente os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Lembre-se, buscar ajuda é um sinal de força, não de fraqueza. Informe-se, procure apoio e dê o primeiro passo em direção ao alívio da ansiedade.

Dra. Sara Lemos

Escrito por Dra. Sara Lemos

Médica de Família

CRM-MG: 48683

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Pergunta

É possível ficar viciado na medicação para controle de ansiedade?

Dr. Rodrigo Athanazio

CRM-SP: 122658

Sim, é possível ficar viciado em certos medicamentos prescritos para o controle da ansiedade, especialmente aqueles conhecidos como benzodiazepínicos, como o diazepam, alprazolam, lorazepam e clonazepam. Esses medicamentos são prescritos para ajudar a aliviar os sintomas da ansiedade e do pânico, mas também têm potencial para causar dependência física e psicológica quando usados por longos períodos ou em doses elevadas. A dependência de benzodiazepínicos pode se desenvolver quando uma pessoa os usa regularmente por semanas ou meses. O corpo pode se acostumar com o medicamento, levando a uma tolerância, o que significa que a mesma dose não produzirá mais o mesmo efeito. Como resultado, algumas pessoas podem aumentar a dose para continuar sentindo os efeitos desejados. Além disso, interromper abruptamente o uso de benzodiazepínicos após um uso prolongado pode resultar em sintomas de abstinência graves, incluindo ansiedade intensa, insônia, tremores, sudorese, náusea, convulsões e até mesmo risco de vida em casos extremos. Por outro lado, é importante salientar que existem outras classes de medicamentos para tratamento da ansiedade como inibidores de recaptação da serotonina (fluoxetina, paroxetina e escitalopram), bupropiona, desvenlafaxina, mirtazapina entre outros. Esses medicamentos são seguros para o uso de longo prazo e sem o risco de desenvolvimento de dependência química como os benzodiazepínicos. Vale lembrar que em muitos casos o tratamento da ansiedade é crônico e o paciente precisará utilizar esses medicamentos por meses a anos. Portanto, é importante usar medicamentos para ansiedade apenas conforme prescrito pelo médico e seguir suas orientações cuidadosamente. Se houver preocupações sobre o uso de medicamentos para ansiedade, é fundamental discutir essas preocupações com um profissional de saúde qualificado.

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Dr. Rodrigo Athanazio

Pergunta

é possível tratar Ansiedade só em terapia? como eu sei quando eu deveria buscar um psiquiatra para fazer um tratamento com medicação? tenho medo de tomar medicação e ficar viciado em algum desses remédios

Dra. Sara Lemos

CRM-MG: 48683

Sim, é possível tratar a ansiedade apenas com terapia em muitos casos, especialmente se a ansiedade for leve a moderada. A decisão entre buscar terapia, medicação ou uma combinação de ambas deve ser tomada com a orientação de um profissional de saúde. Alguns pontos a considerar sobre quando procurar um psiquiatra, um clínico ou um médico de família de referência, para discutir a possibilidade de tratamento com medicação seriam: severidade dos sintomas, resposta à terapia, preferências pessoais e considerações sobre a saúde, histórico médico e saúde geral. Quanto ao medo de dependência, é importante destacar que nem todos os medicamentos para ansiedade causam dependência. Antidepressivos, por exemplo, são comumente prescritos para tratar a ansiedade e geralmente não são viciantes. Eles podem levar algumas semanas para começar a fazer efeito e são considerados seguros para uso a longo prazo sob supervisão médica.

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Dra. Sara Lemos

Pergunta

Quais são os efeitos colaterais mais comuns da sertralina?

Dr. Rodrigo Athanazio

CRM-SP: 122658

A sertralina é um medicamento antidepressivo usado no tratamento da depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno do pânico, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), transtorno de ansiedade social e síndrome da tensão pré-menstrual (TPM). Como qualquer medicamento, a sertralina pode causar efeitos colaterais em algumas pessoas. Abaixo estão alguns dos efeitos colaterais mais comuns associados ao uso de sertralina: Náusea e/ou vômitos: Alguns pacientes podem sentir náuseas ao iniciar o tratamento. Isso geralmente é temporário e diminui com o tempo. Insônia ou sonolência: Algumas pessoas podem experimentar dificuldade para dormir (insônia) ou sonolência excessiva ao tomar sertralina. Esses efeitos geralmente diminuem à medida que o corpo se ajusta ao medicamento. Dor de cabeça: A dor de cabeça é um efeito colateral comum relatado por algumas pessoas que tomam sertralina. Boca seca: A boca seca é outro efeito colateral comum relatado com este medicamento e tende a diminuir de intensidade com o tempo de uso. Tremores: Algumas pessoas podem experimentar tremores, especialmente nas mãos. Diminuição do apetite ou aumento do apetite: Mudanças no apetite podem ocorrer em algumas pessoas que tomam sertralina. Isso pode resultar em perda ou ganho de peso. Tontura: A tontura é um efeito colateral comum, especialmente quando se levanta rapidamente de uma posição sentada ou deitada. Disfunção sexual: A sertralina pode causar disfunção sexual em algumas pessoas, incluindo diminuição da libido, dificuldade em atingir o orgasmo e dificuldade de ereção (em homens). É importante ressaltar que nem todas as pessoas que tomam sertralina experimentarão esses efeitos colaterais, e muitos podem diminuir ou desaparecer com o tempo à medida que o corpo se ajusta ao medicamento. No entanto, é essencial conversar com o médico se houver preocupações sobre os efeitos colaterais ou se eles forem graves ou persistentes. O médico pode ajustar a dose do medicamento ou recomendar uma abordagem diferente para ajudar a minimizar os efeitos colaterais.

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Dr. Rodrigo Athanazio

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Existe problema em beber bebida alcóolica tomando escitalopram 10mg?

Dr. Rodrigo Athanazio

CRM-SP: 122658

Ingerir bebidas alcoólicas enquanto toma escitalopram (ou outros antidepressivos) pode aumentar os efeitos colaterais do álcool e potencialmente interferir na eficácia do medicamento. Aqui estão alguns pontos a considerar: Efeitos colaterais aumentados: Tanto o escitalopram quanto o álcool podem causar sonolência, tontura e diminuição da coordenação. Se você beber enquanto estiver tomando escitalopram, pode sentir esses efeitos mais intensamente do que o normal. Interferência na eficácia do tratamento: Beber álcool pode interferir na capacidade do escitalopram de tratar eficazmente a depressão por alterar o seu metabolismo no fígado. Risco de depressão e ansiedade aumentados: O álcool é um depressor do sistema nervoso central e pode piorar os sintomas de depressão e ansiedade a longo prazo. Isso pode anular os benefícios do tratamento com escitalopram. Aumento do risco de comportamento de risco: Beber enquanto estiver tomando antidepressivos pode aumentar o risco de comportamento de risco, como pensamentos suicidas ou impulsos. Portanto, é importante seguir as instruções do seu médico em relação ao consumo de álcool enquanto estiver tomando escitalopram. Em muitos casos, recomenda-se evitar completamente o consumo de álcool durante o tratamento com antidepressivos. Se você tem dúvidas ou preocupações sobre beber álcool enquanto toma escitalopram, é fundamental discuti-las com seu médico. Desta forma orientações personalizadas podem ser dadas com base em sua situação médica específica.

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Dr. Rodrigo Athanazio